Diz o costume que maturidade se conquista aos 21 anos. O
empresário Eduardo Bernardino Filho (American Optical,
Baush & Lomb, Prisma e Plano),ao completar o time de
profissionais que escolhera para sócios – o pesquisador e
técnico João Batista Pendezza (ex-Prisma) e Jorge Luiz
da Silva (expressivo know-how na área técnica de
surfassagem) – percebera que sua empresa já nascera maior de
idade, pois a experiência dos três ultrapassava a casa dos 45
anos.
O mercado era São Paulo e o ano 1983, época de transição
política e de pouca ou nenhuma abertura de mercado. Mas toda esta
vivência, reunida em um pequeno escritório, pedia mudanças
urgentes no mercado óptico tradicional. E foi através de
diversas pesquisas que a Segment System desenvolveu e criou
a Pink-Pad e as primeiras Lixas-trevo em rolo do
Brasil.
Já radicada no Oeste-cidade - hoje Estância Turística - de
Tupã, a empresa continuou a inovar e apostou na melhoria da
qualidade dos corantes para lentes orgânicas e em produtos
específicos, como as exclusivas lentes Night Drive e a Video
Filter.
A virada do milênio trouxe mudanças expressivas no mix de
produtos e serviços da empresa: fabricação de maquinários,
como unidades para refrigeração, lentes solares fashion e
até um mega portal óptico, foram algumas das ações
realizadas na tentativa de melhorar a exposição e a
comunicabilidade do setor.
Nesta época também começaram, de maneira mais acirrada, as
pesquisas mercadológicas e industriais para um grande e ousado
salto da empresa em comemoração aos seus 20 anos de existência.
Próxima de completar a “maioridade”, bem mais distante que a
expectativa média de vida das empresas brasileiras, a Segment
System contratou mais profissionais experimentados e firmou
acordo com uma empresa israelense – país que atualmente domina
a melhor tecnologia na fabricação de moldes – e lançou a
linha de lentes progressivas: a Sapphire Progressive Lens,
um marco na indústria óptica nacional (apesar de haver mais de
60 tipos de lentes, inclusive internacionais, no mercado
brasileiro). Então quais as diferenças, que não as premissas
básicas de qualquer produto, que o Grupo Segment e o
lançamento das Lentes Sapphire estariam oferecendo para o
mercado óptico?
Lembra-se daquela história de que a união dos três sócios
gerava anos de experiência e que esta era a grande diferença?
Pois é. Uma das partes que jamais fora esquecida pelos
proprietários é exatamente a comercial, quando estavam do outro
lado do balcão. Esta experiência, aliada ao código do
consumidor e as mais modernas técnicas de marketing, permitiram o
plus a mais que faltava às pouquíssimas lentes progressivas de
qualidade no mercado: a personalização do atendimento e a
volta da lucratividade do lojista.
Neste aspecto, toda a cadeia, de profissionais envolvidos até o
consumidor-final, pôde sentir a diferença da receptividade das Lentes
Sapphire. Ela engloba uma série de aspectos interligados que
visam a total satisfação da fábrica, do laboratorista/montador,
do lojista e do usuário-cliente de maneira cíclica e saudável.
Vamos verificar passo-a-passo como este processo funciona?
Findadas as etapas do controle de qualidade (quando são numeradas
e codificadas), as Lentes Sapphire recebem uma exclusiva
embalagem-estojo, especialmente desenhada, que acompanha:
a) Manual do usuário;
b) Certificado de garantia;
c) Carta-resposta, porte-pago, sobre a adaptabilidade do
cliente.
Na outra ponta da linha, ou seja, no departamento comercial, o
trabalho é feito em duas frentes de trabalho distintas:
Na primeira, a abordagem é feita através de técnicos
especializados que visitam as óticas e verificam sua estrutura
laboratorial e de atendimento, a fim de cadastrá-las. Isto quer
dizer que somente os estabelecimentos credenciados podem
comer-cializar as Lentes Sapphire e assegurar exclusividade
e lucratividade real.
A segunda etapa é a obtenção do credenciamento.
Nela, a ótica em questão recebe treinamento adequado e material
de divulgação altamente qualificado, como banners, folders e
etc. Com isso, a mesma está apta a colocar no mercado uma das
melhores lentes progressivas do mundo, não só por suas
propriedades físicas, mas também por toda seriedade em sua
logística comercial e de pós-venda.
O lançamento da Sapphire Progressive Lens foi na
Argentina, país que hoje é o vice-líder em vendas no Mercosul,
atrás apenas do Brasil. Além destes dois mercados, somados a
Chile e Uruguai, o Grupo Segment já está se preparando
para as primeiras exportações para Estados Unidos e Europa.
Atualmente proferindo palestras e work-shops sobre o lançamento
da Sapphire e de diversos outros produtos Segment,
Eduardo Bernardino comenta assim a chegada desta excepcional lente
progressiva ao mercado óptico:
“Tínhamos a certeza de que poderíamos fabricar, no Brasil,
lentes capazes de competir de igual para igual com as mais
eficazes e tradicionais lentes do mundo. Quando obtivemos as
matrizes israelenses, esta convicção veio a se confirmar. No
entanto, minha maior satisfação como diretor-comercial é
restabelecer a lucratividade para os lojistas...”
Diferentemente dos sócios, João Batista Pendezza –
responsável pela área de pesquisa e desenvolvimento de produto
– enfatiza que pela primeira vez não foi utilizado somente o
feeling dos sócios para a concretização deste projeto: “Diversos
profissionais especializados foram utilizados e a qualidade
atingida pelas Lentes Sapphire superou todas as nossas
expectativas”.
Por ter trabalhado muito tempo em óticas e vivenciado diversas
fases comerciais da história das lentes progressivas, inclusive o
seu lançamento no mercado nacional, Jorge Luiz da Silva –
diretor técnico – faz questão de ressaltar todas as
propriedades tecnológicas da Sapphire, seus benefícios e
a surpreendente diminuição do tempo de adaptabilidade dos
clientes, constatada pelos serviços de telemarketing da empresa.
Neste sentido, Jorge acredita que o Grupo Segment cumpriu
sua missão junto aos consumidores-finais, sejam eles lojistas ou
usuários.
Parabéns a todos os funcionários do Grupo Segment System
e a proposta de inovar cada vez mais o mercado no qual atuam. O
mercado óptico necessita cada vez mais de empresários de visão
que possam, a exemplo destes, ajudar o Brasil a enxergar cada vez
mais longe.